
Intervenção disponibiliza equipe médica para Abrigo do Bom Jesus; idosos estavam há 10 meses sem assistência
O Gabinete de Intervenção Estadual na Saúde de Cuiabá disponibilizou uma equipe médica para atender os mais de 80 idosos
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O Gabinete de Intervenção Estadual na Saúde de Cuiabá disponibilizou uma equipe médica para atender os mais de 80 idosos

Os colaboradores das unidades Sest Senat Cuiabá fizeram hoje, dia 22 de maio, a doação de 27 cestas de alimentos

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei n° 13.709/2018, promulgada para proteger os direitos fundamentais de liberdade

O Abrigo do Bom Jesus foi representado, nesta terça-feira (16.05), pela sua assistente social Jacira Santos de Almeida no Seminário

O Gabinete de Intervenção Estadual na Saúde de Cuiabá disponibilizou uma equipe médica para atender os mais de 80 idosos que vivem no Abrigo do Bom Jesus, em Cuiabá, por meio de um termo de cooperação assinado nesta segunda-feira (15). A unidade estava sem assistência médica há 10 meses. Foram disponibilizados um médico e três enfermeiros para desempenhar atividades como consultas, avaliações de saúde, administração de medicamentos, curativos, e outros procedimentos necessários para garantir o bem-estar dos idosos. A interventora estadual na Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona Bertucini, afirma que essa cooperação foi uma forma de ajudar o abrigo, e que, independentemente do período de intervenção, deve ser feita a cessão desses profissionais pelo prazo de 12 meses, como previsto no termo. “Uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde, que é responsável pelas políticas de saúde do idoso, está elaborando um plano de ação para garantir a continuidade da assistência a esses idosos que precisam de acompanhamento de saúde e de cuidados integrais”, afirma. Mais de um terço dos idosos que vivem no abrigo são completamente dependentes, sendo que 10 deles estão acamados. “Muitos idosos já chegam para nós debilitados e precisam de acompanhamento médico. Nós temos 10 leitos no abrigo, mas estávamos sem equipe médica para atender os pacientes no local e tínhamos que deslocar com esses idosos para unidades de saúde. Estávamos lutando há bastante tempo por esses profissionais e agora vocês estão nos proporcionando”, afirmou o vice-presidente do abrigo, Altair Magalhães Júnior. A senadora Margareth Buzetti intermediou a assinatura do termo. “Esse também foi um pedido da primeira-dama do estado, Virginia Mendes, para que encontrássemos uma forma de dar assistência a esses idosos do Abrigo Bom Jesus”, disse, ressaltando que o atendimento aos idosos no abrigo evita que eles tenham de ser levados ao hospital.

Os colaboradores das unidades Sest Senat Cuiabá fizeram hoje, dia 22 de maio, a doação de 27 cestas de alimentos e produtos de limpeza. Um gesto de generosidade do Diretor Ricardo Francis de Azevedo, da Coordenadora Tania Reame e do Agente de Mobilizações, Richard da Silva Oliveira. As doações fazem parte da campanha de arrecadação de materiais de limpeza que o Abrigo do Bom jesus iniciou dia 1 de maio. Desinfetante e água sanitária são os itens de limpeza mais consumidos no Abrigo, que atualmente acolhe ver a de 81 idosos. Doações e visitações podem ser agendadas pelo fone 65 98112-0188.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei n° 13.709/2018, promulgada para proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade, foi tema de uma roda de conversa entre os colaboradores do Abrigo do Bom Jesus, no final desta sexta feira, dia 19 de maio.A roda foi conduzida pela colaboradora Valéria Costa da Silva que, recentemente, participou de um treinamento sobre esta nova lei, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, a convite do Coordenador Geral da Escola Superior de Contas , do próprio Tribunal de Contas, Marcos José da Silva, que também preside o Conselho Deliberativo da Fundação Abrigo do Bom Jesus. De acordo com as informações prestadas por Valéria a lei fala sobre o tratamento de dados pessoais dispostos em meio físico ou digital, feito por pessoa física ou jurídica. “De acordo com a lei, explicou Valéria, dado é qualquer informação relacionada a pessoa”. Ou seja, adiantou ela, os dados podem ser do tipo identificados, identificáveis, sensíveis- que são aqueles que podem gerar alguma discriminação, como a raça, religião, opinião política, opção sexual. E dados classificados como anonimizados, são aqueles dados que não são possíveis de identificar a pessoa, como por exemplo uma pesquisa do IBGE.Questionada se todos os tipos de dados são protegidos pela lei, a colaboradora do Abrigo do Bom Jesus assegurou que não, pois os dados utilizados por uma pessoa natural para fins particulares, sem fins econômicos, não se enquadram na lei. “Se não fosse assim, lembra Valeria, cada foto que postamos no Instagram com nossos amigos ou familiares iria precisar de autorização para postar e deixar expressamente claro como a mesma seria utilizada”, concluiu ela.E para aqueles que não cumprem a LGPD, Valéria Costa da Silva lembrou que a autoridade nacional de proteção de dados pode aplicar desde uma advertência para que a infração seja regularizada no prazo determinado até multa diária até que a infração seja sanada. Por sua vez, o gestor administrativo da Fundação Abrigo do Bom Jesus , Emerson Cassio, lembrou aos colaboradores que os dados da Fundação assim como dados de qualquer um dos 80 idosos acolhidos devem ser protegidos sob pena de advertência por parte dos gestores, e até penalidades. Serviço- A Fundação Abrigo do Bom Jesus é uma entidade beneficente, criada em 1940, com a gestão de uma diretoria executiva e uma conselho deliberativo formado por 19 voluntários. No momento, cerca de 80 idosos, na sua maioria abandonados por seus familiares, residem no abrigo. Doações e visitas podem ser agendadas pelo telefone 65- 98112-0188.

O Abrigo do Bom Jesus foi representado, nesta terça-feira (16.05), pela sua assistente social Jacira Santos de Almeida no Seminário Fortalecendo o Ecossistema Criativo, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura em parceria com o substituto Oi Futuro. Segundo a representante do Abrigo, a palestra com o professor Marcelo Milan, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestre em economia e política da cultura e indústria criativa, mostrou o quanto o setor de economia criativa vem ganhando importância cultural e econômica. Para o vice-presidente da Fundação Abrigo do Bom Jesus, Altair Magalhães Júnior, a indústria criativa tem relevância também no campo social, “por meio do qual desejamos cada vez mais mostrar ao nosso empresariado a importância das empresas incrementar seus balanços sociais”. O seminário foi realizado após a publicação do Edital para seleção de projetos de impacto social da economia criativa e o “Abrigo, assim como inúmeras outras organizações, desconhecia o referido Edital que foi concluído antes da realização do Seminário – que difundiu mais o projeto”, concluiu o vice-presidente da instituição.
