Junho reforça combate à violência contra idosos e alerta para crescimento das denúncias

Com mais de 179 mil denúncias registradas em 2024, campanha reforça a importância da denúncia e da proteção à pessoa idosa.

Junho é marcado pela mobilização em defesa dos direitos da pessoa idosa. O mês é dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra idosos, tendo como referência o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho. A data busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da proteção, do respeito e da garantia da dignidade na terceira idade.

O tema ganha ainda mais relevância diante do aumento dos registros de violência em todo o país. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam que, somente em 2024, foram registradas mais de 179 mil denúncias envolvendo pessoas idosas por meio do Disque 100, resultando em mais de 960 mil violações de direitos identificadas.

Para a presidente da Fundação Abrigo do Bom Jesus, Márcia Ferreira, os números revelam uma realidade preocupante e muitas vezes invisível.

“Grande parte dos idosos que sofrem violência não consegue denunciar por medo, dependência emocional ou financeira dos próprios familiares. Por isso, é fundamental que vizinhos, amigos e toda a comunidade estejam atentos aos sinais e façam a denúncia quando necessário”, destaca.

Segundo Márcia Ferreira, a conscientização da população é uma das principais ferramentas para combater os maus-tratos.

“Quem denuncia pode salvar uma vida. O silêncio contribui para que a violência continue acontecendo. Precisamos fortalecer a cultura do cuidado, do respeito e da proteção à pessoa idosa”, afirma Márcia que ao mesmo tempo revela sua preocupação com a falta de uma instituição pública em Cuiabá para acolher os idosos vítimas da violência do abandono ou de maus tratos .

A realidade observada nacionalmente também se reflete em Cuiabá. De acordo com o delegado Marcos Veloso, titular da Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa, mais de 500 denúncias foram registradas pela unidade no período de um ano.

“O número é expressivo e demonstra que a violência contra a pessoa idosa está presente em diversas formas, desde a negligência até a violência psicológica, patrimonial e física”, explica.

O delegado ressalta que a maioria dos casos ocorre justamente no ambiente em que o idoso deveria encontrar proteção.

“A maior parte das ocorrências acontece dentro do próprio núcleo familiar. Muitas vezes, o agressor é um filho, neto, cuidador ou outro familiar próximo, o que torna a situação ainda mais delicada e difícil de ser denunciada pela vítima”, afirma Veloso.

As autoridades reforçam que qualquer suspeita de maus-tratos pode ser comunicada pelo Disque 100, canal gratuito e sigiloso de denúncia de violações de direitos humanos.

Especialistas lembram que sinais como isolamento, abandono, falta de cuidados básicos, alterações emocionais, lesões inexplicáveis e movimentações financeiras suspeitas podem indicar situações de violência.

Diante do aumento dos registros, a mensagem das instituições de proteção é clara: denunciar é um ato de responsabilidade social e pode representar a diferença entre o sofrimento silencioso e a garantia de uma vida digna para milhares de idosos brasileiros.

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Artista Gervane de Paula acompanha idosos do Abrigo do Bom Jesus em tarde de torcida pela Seleção Brasileira

O clima de Copa do Mundo já tomou conta dos corredores e ambientes do Abrigo do Bom Jesus. Na tarde deste domingo, o renomado artista plástico Gervane de Paula escolheu uma companhia especial para assistir ao amistoso da Seleção Brasileira: os idosos residentes da instituição. Vestidos com camisetas verde e amarelas, os moradores demonstram entusiasmo e expectativa a cada partida da equipe nacional. Muitos deles têm permanecido mais tempo diante dos aparelhos de televisão, acompanhando notícias, comentários esportivos e os jogos preparatórios da Seleção. Entre os torcedores mais animados está , Fernandes Máximo Evangelista , 84 anos, conhecido carinhosamente como “Fernandão”. Ex-jogador do Mixto Esporte Clube na década de 1970, ele reside no Abrigo do Bom Jesus há mais de cinco anos e mantém vivo o espírito competitivo que marcou sua trajetória nos gramados. No dia a dia, é comum vê-lo disputando partidas de dominó com outros idosos e visitantes. “Estou confiante que a nossa Seleção Brasileira vai trazer o caneco para nós e nos dar a mesma alegria que um dia nos deram Pelé, Gerson, Félix e Clodoaldo, craques da seleção vitoriosa de 1970, no México”, afirma. Pai de três filhos, Fernandão convive com algumas limitações físicas, mas não abre mão das atividades que mais aprecia. Apaixonado por música, adora tocar violão e participar de rodas de samba, momentos que ajudam a manter a alegria e a integração com os demais moradores. Se Fernandão continua defendendo até hoje as cores do seu eterno Mixto, no Abrigo do Bom Jesus também há espaço para torcedores apaixonados de outros clubes. Alguns idosos, inseparáveis de seus rádios de pilha, acompanham fielmente as jornadas esportivas de times como Palmeiras, Flamengo e Corinthians. Entre eles estão Celso Lopes ,73 anos, e Darcilio dos Santos , 82 anos, que não escondem a paixão por suas equipes do coração. Mas quando a Seleção Brasileira entra em campo, as rivalidades ficam de lado. O sentimento é único e compartilhado por todos. O verde e amarelo estampado nas roupas dos moradores e na decoração dos ambientes traduz a esperança e a emoção que unem gerações em torno do futebol. Ao lado dos idosos, Gervane de Paula participou desse momento de confraternização e celebração, reforçando a importância do convívio, da valorização da memória e do fortalecimento dos laços afetivos por meio do esporte, uma paixão capaz de reunir histórias, lembranças e sonhos em uma mesma torcida.

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Mulheres transformam comunidades com solidariedade em Cuiabá

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, histórias de mulheres que dedicam tempo, talento e sensibilidade para transformar a vida de outras pessoas mostram que o impacto social muitas vezes começa com pequenas iniciativas e cresce dentro das comunidades. Em Cuiabá, exemplos de solidariedade, cuidado e mobilização social partem das que atuam no voluntariado, na saúde e em ações comunitárias. A voluntária Bruna Lima é fundadora do grupo Netos da Alegria, que realiza visitas ao Abrigo Bom Jesus para levar momentos de carinho e companhia aos idosos. A inspiração para o trabalho voluntário vem de casa. “Eu sempre fiz trabalho voluntário. Cresci acompanhando minha mãe, Suely Lima, fazendo esse tipo de trabalho,tive uma experiencia quando trabalhava na área da saúde, gostei e comecei”, conta. A ideia do grupo surgiu durante o Outubro Rosa, quando Bruna organizou um “dia de beleza” para as idosas do abrigo. A iniciativa deu origem ao projeto, que hoje realiza visitas mensais. “A gente pinta a unha delas, faz trança no cabelo, joga dominó com os rapazes. O foco maior é dar atenção, porque enquanto a gente faz essas atividades surge o diálogo e o carinho”, explica. Outra voluntária que atua diretamente com pessoas em situação de vulnerabilidade é Célia Leite, integrante da Associação Solar – Solidariedade, Amparo e Resgate. Ela começou no projeto de forma inesperada, após uma vizinha pedir uma assadeira emprestada para preparar bolos de uma ação solidária. No começo eram poucas marmitas, depois passamos a fazer 100, 150, até 200 para entregar nas ruas. Célia afirma que sua motivação para atuar em causas sociais vem da própria trajetória de vida. “O Solar nasceu da dor que eu vi de perto, mulheres silenciadas, famílias desamparadas, crianças precisando de proteção. E eu sempre acreditei que a solidariedade não pode ser apenas sentimento, ela precisa ser ação. Liderar essa associação não é apenas uma função, é um propósito de vida.”, conta Célia. Hoje, ela afirma que vê o trabalho social também como uma forma de apoiar pessoas de comunidades esquecidas. Na área da saúde, a enfermeira Oriana Flumignan também transformou uma política pública em um projeto que impacta diretamente a vida de pacientes. Ela criou em Cuiabá o primeiro grupo de apoio para pessoas que desejam parar de fumar dentro do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. O projeto começou em 2016 após profissionais de saúde identificarem um grande número de fumantes atendidos na unidade. Um levantamento na Unidade Básica de Saúde do Planalto encontraram 22 pacientes que queriam parar de fumar e iniciaram o primeiro grupo”, explica. Além do protocolo médico, Oriana também implantou terapias complementares para ajudar no processo de cessação do tabagismo como a auriculoterapia como tratamento auxiliar para ajudar a controlar ansiedade, compulsão e insônia, que são dificuldades comuns para quem está tentando parar de fumar. O projeto parou durante a Pandemia e hoje, na Unidade básica de Saúde do bairro Bela Vista, o grupo realiza reuniões semanais e atividades de apoio, como caminhadas e encontros temáticos. “Sempre procuro aplicar o que o Ministério da Saúde recomenda. Quando percebi a demanda de pessoas que queriam parar de fumar, senti que precisava dar uma resposta como profissional de saúde. Também existe um motivo pessoal: perdi meu pai, tabagista desde os 11 anos, que teve um aneurisma cerebral aos 48. Ao longo da vida vi muitas pessoas sofrerem por doenças ligadas ao cigarro. Por isso acredito tanto nesse trabalho”, relata Oriana. Ela considera o apoio do grupo como algo fundamental, visto que muitas pessoas já tentaram parar sozinhas ou com tratamento particular, mas no grupo encontram força, acolhimento e apoio para conseguir. Histórias como as de Bruna, Célia e Oriana mostram que o protagonismo feminino vai além de cargos ou posições formais. Em diferentes áreas, essas mulheres impactam diretamente suas comunidades, provando que empatia, iniciativa e dedicação podem transformar realidades.

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Infecção urinária em idosos e bactérias multirresistentes são foco de estudo em abrigo de Cuiabá

A escolha se deve à sua alta incidência na população idosa A infecção urinária e o tratamento de bactérias multirresistentes foram temas de um estudo compartilhado entre o corpo docente do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Humano (IPDH) e a equipe do Abrigo Bom Jesus, em Cuiabá. A iniciativa integra um termo de parceria entre as duas instituições, que permite a estudantes desenvolverem estágio obrigatório na unidade, que atualmente acolhe cerca de 100 idosos. As diversas comorbidades apresentadas pelos residentes — com idades entre 66 e 108 anos — tornam o ambiente um campo relevante para a formação prática dos alunos, especialmente do curso de enfermagem. A escolha da infecção urinária como objeto de estudo se deve à sua alta incidência na população idosa. De acordo com os profissionais envolvidos, a condição frequentemente se manifesta de forma silenciosa ou com sintomas atípicos, como confusão mental, quedas e prostração, muitas vezes sem dor ou febre. Entre os principais fatores de risco estão a baixa ingestão de líquidos, o uso prolongado de fraldas e sondas, e falhas em práticas adequadas de higiene. Segundo a responsável técnica do Abrigo Bom Jesus, a enfermeira Emily Estefânia, a maior preocupação da equipe está relacionada à presença de bactérias multirresistentes, que dificultam o tratamento. “Muitas dessas infecções são adquiridas durante internações hospitalares”, explica. A enfermeira relata ainda casos críticos acompanhados pela instituição. “Temos dois idosos que foram abandonados em hospitais públicos de Cuiabá e receberam alta mesmo acometidos por bactérias associadas a infecções hospitalares”, afirma. Diante da situação, a gestão do abrigo recorreu à Justiça para garantir que o poder público custeasse atendimento em home care para esses pacientes, como forma de proteger os demais residentes. A infecção urinária em idosos é considerada uma importante causa de morbidade e mortalidade no Brasil, além de figurar entre os principais motivos de internação hospitalar. Estima-se que cerca de 10% dos homens e 20% das mulheres com mais de 65 anos sejam acometidos pela doença. Esse índice pode dobrar entre pessoas com mais de 80 anos, faixa etária predominante no Abrigo Bom Jesus. A presidente do Abrigo Bom Jesus, Márcia Ferreira, destaca a importância de parcerias dessa natureza para a entidade. “O Abrigo do Bom Jesus é um campo de estudo para pesquisas e desenvolvimento de protocolos . A presença de instituições de ensino melhora a qualidade do atendimento e qualifica nossa equipe multidisciplinar, formada por enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta, além dos nossos cuidadores . Um quadro de quase 90 profissionais contratados para o atendimento a 100 idosos residentes”, finaliza.

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Fundação Abrigo Bom Jesus pode ganhar projeto de aquaponia

Iniciativa do deputado Juca do Guaraná busca gerar alimento, renda e mais qualidade de vida para idosos acolhidos na instituição em Cuiabá O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) realizou, nesta terça-feira (24), uma visita técnica à Fundação Abrigo Bom Jesus, em Cuiabá, para dar início ao estudo de viabilidade da implantação do projeto de aquaponia na instituição. A proposta é transformar parte do espaço do abrigo em uma estrutura sustentável de produção de alimentos, unindo criação de peixes e cultivo de hortaliças no mesmo sistema. A aquaponia é uma tecnologia que integra a piscicultura com a hidroponia. Os resíduos produzidos pelos peixes servem como nutrientes para as plantas, enquanto as hortaliças ajudam a filtrar e purificar a água, que retorna limpa aos tanques. O modelo é considerado sustentável, econômico e de baixo impacto ambiental, permitindo a produção de alimentos frescos em espaços reduzidos. Para a Fundação, que atua desde 1940 no acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade social e de saúde, a iniciativa pode representar reforço na alimentação diária e até geração de renda complementar com a venda do excedente. Durante a visita, Juca destacou o potencial social do projeto. “A aquaponia é uma alternativa moderna e sustentável que pode garantir alimento de qualidade para os idosos e ainda abrir a possibilidade de uma nova fonte de renda para ajudar na manutenção do abrigo”, afirmou o deputado. Ele também ressaltou a importância de fortalecer instituições que dependem de doações para continuar funcionando. “Nosso compromisso é buscar soluções concretas. Além de contribuir com as refeições servidas aqui, o projeto pode gerar recursos extras e envolver os próprios idosos em uma atividade produtiva, promovendo dignidade e qualidade de vida”, completou. A Fundação Abrigo Bom Jesus funciona 24 horas por dia, oferecendo moradia, assistência nutricional e cuidados especializados, e sobrevive majoritariamente com o apoio da comunidade. O estudo técnico deverá apontar os próximos passos para viabilizar a implantação do sistema no local.

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Advogados promovem ação voluntária em abrigo dos idosos em homenagem aos 108 anos de moradora

No último domingo, advogados de Mato Grosso, associados ao IAMAT,- Instituto dos Advogados Mato-grossenses , participaram de uma ação voluntária no Abrigo do Bom Jesus, onde ofereceram um lanche especial em homenagem aos 108 anos da idosa Donata, moradora da instituição há mais de quatro décadas. Os advogados, que já atuam como voluntários cadastrados da entidade, realizaram a ação social durante o domingo, proporcionando um momento de confraternização e carinho aos idosos acolhidos pelo abrigo. Além do lanche comemorativo, o grupo também fez a doação de diversos produtos de higiene pessoal, entre eles sabonete líquido, desodorantes, cremes hidratantes e outros itens essenciais. Segundo os voluntários, o estoque desses produtos no abrigo encontrava-se bastante reduzido, o que motivou a iniciativa solidária. A ação reforça o compromisso social dos profissionais associados ao IAMAT com a promoção da dignidade, do cuidado e da atenção às pessoas idosas atendidas pela instituição. Para a advogada Michele Borrato , uma das coordenadoras do encontro, estar no Abrigo Bom Jesus é lembrar que todo idoso merece viver com dignidade, respeito e acolhimento. “Foi uma alegria enorme estar ali com meus colegas do IAMAT, levando carinho e recebendo tanto afeto, especialmente em um dia tão especial como a comemoração dos 108 anos da querida Donata. Esse momento demonstrou o quanto o Abrigo Bom Jesus é um lugar de amor e cuidado”, acrescentou a advogada voluntária . Serviço: visitas ao Abrigo Bom Jesus podem ser agendadas pelo telefone 65 98112-0188. Doações podem ser feitas por meio do pix: 03.483.351/0001-99.

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Comissão de Ações afirmativas destina R$ 700 mil para ala de saúde no Abrigo Bom Jesus

As sequelas de um Acidente Vascular Cerebral fizeram com que Nadir Kapriec, de 79 anos, perdesse a mobilidade. Acamada e sem parentes que possam auxiliá-la no dia a dia, passou a morar no Abrigo Bom Jesus, em Cuiabá. Ela e outras 19 pessoas serão acolhidas na nova ala de saúde que está em construção na instituição. O projeto da obra foi aprovado pela Comissão de Ações Afirmativas e a destinação será de R$ 700 mil. O presidente do Tribunal, desembargador Aguimar Peixoto, esteve no local na terça (20) para o lançamento da segunda etapa da obra, que será custeada com os valores destinados à instituição. O magistrado foi voluntário no abrigo por mais de 15 anos e conhece de perto o trabalho desenvolvido no local. “Fiquei muito feliz em conseguirmos aprovar os valores para o Abrigo Bom Jesus, dada a relevância social de suas ações”, afirmou. A presidente do Abrigo Bom Jesus, Márcia Ferreira, explicou como o novo prédio irá melhorar o atendimento prestado aos idosos. “No local funcionará a ala de saúde da instituição. Assim, os atendimentos médicos, de enfermagem, nutrição, psicologia e farmácia, que já realizamos atualmente, passarão a contar com salas amplas e mais estruturadas”, explicou. A dirigente da entidade ressaltou também que o espaço ampliará a capacidade de atendimento do Abrigo. “Hoje cuidamos de 100 idosos e, ao transferirmos os serviços de saúde para o novo prédio, iremos liberar salas que poderão receber pelo menos mais 30 pessoas, que atualmente aguardam na lista de espera da Prefeitura de Cuiabá”, disse. O novo pavimento também contará com dois quartos destinados a pacientes que necessitam de atendimento integral, como dona Nadir, que vive no Abrigo há cerca de um ano. “Eu escolhi viver aqui, onde  me sinto bem cuidada e menos vulnerável do que me sentia antes. Acho que fiz uma boa escolha”, avalia. Obra A construção da ala de saúde do Abrigo Bom Jesus já está em andamento. A edificação possui 842 metros quadrados e está orçada em cerca de R$ 3 milhões. Por conta do alto custo, a obra foi dividida em quatro etapas. A primeira delas foi executada com recursos repassados pelo Ministério Público Estadual, utilizados para erguer paredes e construir as lajes. Na segunda etapa, os recursos destinados pela Comissão de Ações Afirmativas serão usados na instalação da estrutura metálica que sustentará o telhado, na aquisição de telhas e na impermeabilização da cobertura do prédio. O valor também permitirá a execução do revestimento interno e externo, além da instalação de calhas, rufos e pingadeiras. A obra deve ser concluída em seis meses. Ações Afirmativas Os valores destinados a projetos como o do Abrigo Bom Jesus dependem da aprovação das propostas pela Comissão Interinstitucional de Ações Afirmativas, composta pelo TRT/MT, Ministério Público do Trabalho e OAB-MT. Os recursos são provenientes de condenações trabalhistas, indenizações por dano moral coletivo e multas decorrentes do descumprimento de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs). As propostas encaminhadas precisam estar alinhadas à promoção dos direitos trabalhistas, à reparação de danos causados aos trabalhadores, à prevenção de novas violações e ao fortalecimento de entidades que atuem na defesa desses direitos. (Fabyola Coutinho)

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