
Fundação Abrigo do Bom Jesus tem novo vice-presidente
Conselheiro passa a compor diretoria executiva O conselheiro Altair Magalhães Júnior é o novo vice-presidente presidente da Fundação Abrigo do
Participe do Voluntariado: Seja a Mudança que Nossos Idosos Precisam

Conselheiro passa a compor diretoria executiva O conselheiro Altair Magalhães Júnior é o novo vice-presidente presidente da Fundação Abrigo do

Um verdadeiro mutirão da saúde bucal será realizado neste sábado, a partir das 9 horas da manhã, no Abrigo do

Qual é o segredo para chegar aos 100 anos? Essa pergunta não tem uma resposta exata, mas para a idosa

Conselheiro passa a compor diretoria executiva O conselheiro Altair Magalhães Júnior é o novo vice-presidente presidente da Fundação Abrigo do Bom Jesus. Altair Júnior vem compor a diretoria executiva formada pelos seus colegas Jane Maria de Jesus Silva, Zeiler Holz Neto, Jorge Oscarlino de Almeida, Jamil Queiroz e Márcia Ferreira, que recentemente assumiu a presidência, em virtude do afastamento, por ordem médica, do presidente eleito (por dois mandatos) José Duarte, o qual permanece exercendo as funções de conselheiro da instituição, que este ano completa 83 anos. Durante seu primeiro mandato, 2020/2021, o presidente José Duarte vivenciou aqueles que foram os anos mais difíceis na história do Abrigo: a Covid, quando mais de 80 idosos foram considerados o maior grupo de risco da pandemia. E quando muitos acreditavam que a Covid ali se instalaria, podendo dissipar a todos os acolhidos, o presidente José Duarte liderou sua equipe de diretores e colaboradores e montou um verdadeiro front em defesa das vidas acolhidas no abrigo. E foram vencedores. Só depois do primeiro ano da pandemia, quando os dados oficiais registravam queda no número de doentes e leitos vagos eram ofertamos nos hospitais, é que a Diretoria teve que montar uma grande estratégia para separar uma ala com quase cinquenta por cento dos idosos contaminados pela Covid mas, segundo dados da Direção da instituição, foram a óbito aqueles idosos com doenças crônicas . CONSELHO Criada em 1940, pela senhora Maria Müller a Fundaçao Abrigo do Bom Jesus é administrada por uma diretoria executiva formada por voluntários, e acolhe 86 idosos com cerca de sessenta funcionários entre auxiliares administrativos, cuidadores, técnicos de enfermagem, enfermeiras, psicóloga, nutricionista, assistentes sociais e um gestor administrativo/financeiro. A Diretoria Executiva se reporta a um grupo de outros voluntários que compõem o Conselho Deliberativo, órgão máximo da estrutura organizacional da entidade. Integrado por 19 membros, o Conselho é o órgão responsável pela definição das políticas gerais da Fundação.A Fundaçao Abrigo do Bom Jesus sobrevive graças às doações, que podem ser encaminhadas para sua sede localizada à Avenida Historiador Rubens de Mendonça, próximo à 13ª Brigada de Infantaria Motorizada. Informações para agendamento de visitas e doações: (65) 98112 0188

Um verdadeiro mutirão da saúde bucal será realizado neste sábado, a partir das 9 horas da manhã, no Abrigo do Bom Jesus.Por meio de uma ação voluntária que se estenderá por todo o dia, a equipe de profissionais odontólogos tem por meta diagnosticar todos os 83 idosos moradores no Abrigo.A equipe que desenvolverá este trabalho solidário é formado pelas dentistas Ana Paula Soares, Stephanny Fortes, Paula Oneide Paes de Barros e pelo dentista Maxcir Vilas Boas. A equipe contará ainda com a auxiliar de saúde bucal, Janieide Maia, que também estará doando um dia do seu trabalho.O propósito do mutirão, segundo relatou a dentista Ana Paula Soares, é atender a todos, proporcionando saúde e bem-estar aos idosos. Ela acrescentou que serão encaminhados aqueles atendimentos que necessitarem de extração e restauração.

Qual é o segredo para chegar aos 100 anos? Essa pergunta não tem uma resposta exata, mas para a idosa Beth, de 71 anos, o segredo é estar sempre em atividade e ter um humor agradável. E é esse o legado que a Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá tem deixado. A prova desse empenho são as três idosas abrigadas no local que já ultrapassaram o centenário. Arminda da Silva, 111 anos; Maria Eugenia Fernandes, 105 anos, e Donata da Silva, 104. Essas são as senhoras que passaram dos 100 anos muito bem cuidadas pelo Abrigo, que recentemente completou 83 anos de fundação. Elas possuem toda uma rotina de cuidados. Elisabeth Peixoto de Oliveira, carinhosamente chamada de Beth, mora no abrigo há 9 anos. No lugar, ela mantém a mente ativa realizando pinturas em panos de prato e cuidando fielmente das plantas. Algumas plantas, dona Beth recebeu de pessoas que frequentam a fundação. A senhora ainda vende os panos e usa o dinheiro para manter itens de conforto, como um ventilador. Para ela, o humor também é uma parte importante com o avançar da idade. “Nunca ficar com cara feia. Porque cara feia, principalmente para a gente, é ruim e pros outros também. E as energias negativas tão aí. Então, a gente tem que emanar positividade, acreditar em Deus […] Emanando amor, a gente recebe amor”, diz Beth. O abrigo tem 62 funcionários e 22 cuidadores que se dedicam aos abrigados. No local, moram 82 idosos. A monotonia não tem vez no ambiente, isso porque muitas atividades são oferecidas aos moradores. O abrigo faz questão de adequar os passeios e atividades às individualidades de cada abrigado. A ação faz toda a diferença, já que muitos idosos não recebem visita da família. A quebra de rotina acaba os acolhendo ainda mais e trazendo aconchego. Senhor Orlando Diogo da Silva gosta de pescar desde jovem. Hoje em dia, aos 62 anos, ele não quer perder essa paixão. Ele já foi duas vezes pescar em um passeio organizado pela fundação. “Peguei só dois pacu”, conta ele, não muito contente com a quantia. O senhor aguarda ansiosamente outra pescaria, que está sendo programada por volta do dia 2 de março. Dona Júlia é vaidosa e sempre tem os pedidos atendidos. Ela não gosta de cabelos brancos. Quando o cabelo começa a esbranquiçar, ela já pede tinta preta. Ela não sabe olhar as horas, mas não gosta de ficar sem relógio. E o objeto precisa estar funcionando para ela usar, os ponteiros não podem estar parados. Senhor Nenê gosta de comer churrasco e já saiu algumas vezes em passeios com o abrigo. Ele reforça que gosta de carne de touro, pois, segundo ele, carne de touro é mais forte. Uma vez por mês um voluntário vai visitar os abrigados para cozinhar para eles. “Cadê? […] sumiu”, cobra senhor Nenê. Senhor Pedro é palmeirense e acompanha os jogos no abrigo. Ele assiste aos jogos do time dele e dos outros funcionários. Quando os outros times perdem, ele faz questão de tirar sarro dos trabalhadores. Mas ele reforça que, hora do respeito, tem que respeitar e, a hora para brincar, pode brincar, sem extrapolar. Rudy é de São Bernardo do Campo (SP) e mora na fundação há 2 anos. Ele contou que gosta muito de leitura e faz poesias, poemas e acrósticos. Ele mostrou para equipe do HNT alguns de seus poemas e fala que ‘viaja’ nessas coisas. Suzeth Nascimento, carinhosamente chamada de Suzy, é coordenadora de eventos da fundação. Ela conta a importância de valorizar e respeitar os gostos de cada idoso. “O nosso trabalho é tentar ver […] o que que ele quer fazer, qual que é o sonho dele, qual é a vontade dele […] É dar essa dignidade, essa qualidade pra eles”, conta ela. ATIVIDADES Além dos passeios, a fundação realiza outras atividades, como caminhada, musicalidade e artesanato. O local recebe uma programação em que cada dia há uma atividade diferente. “Já vive no isolamento. Então, aqui a gente procura fazer que os dias sejam dias cada vez melhores. Porque muitos não têm expectativa de futuro e nem de vida, né?! Porque muitos não têm vínculo familiar […] Então, ele não tem muita expectativa de sair daqui, de fazer outras coisas”, pondera Suzy ao falar das programações. Os passeios e eventos são programados logo no começo do ano. Os funcionários buscam apoio de voluntários que queiram colaborar com a realização dos desejos dos idosos, como um simples almoço em um restaurante no shopping. O abrigo não tem condições financeiras para arcar com todos os custos, por isso, a equipe vai atrás de doações. “Eu falo: a gente tem uma liberdade de ir e vir que a gente não dá valor. Porque você planeja umas férias, você planeja um passeio. Você planeja um monte de coisa. Eles não… se não é nós fazer (sic) isso por eles, eles vão ficar até o dia da morte sentados ou deitados numa cama”, comenta a coordenadora. Suzy expressa que hoje em dia tem um olhar diferente sobre a situação dos idosos. “Antes de eu vir trabalhar aqui, eu condenava quem deixava. E, hoje, eu tenho um olhar diferente. Eu condeno quem abandona. Porque muitas vezes a pessoa não tem condições mesmo. Porque ele precisa de uma equipe pra cuidar, não é só uma pessoa […] e muitas vezes a família não tem condições”, explica. A coordenadora impulsiona as famílias ainda a manter os laços familiares com os idosos, já que o convívio familiar é essencial. “Um sábado, um feriado, um domingo de Páscoa, um Dia das Mães. Vem buscar seu pai, vem buscar sua mãe né?! Leva, traz. […] Faz muito bem pra eles. Porque a pior coisa que tem é a rejeição. Você ser rejeitado pela sua própria família”, reforça Suzy. “A coisa mais importante da nossa vida é criar laço com as pessoas. Ter dinheiro é bom, é importante. Você ter um trabalho é importante. Você ter uma profissão é importante, mas laço familiar… esse laço,
